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quarta-feira, 14 de maio de 2008

A valsa dos amantes

Há um sorriso pequeno nos lábios que amei Faz tempo que te não via e ao ver-te pensei Estás mudada... estou mudado E dos jovens que um dia se amaram Nasceu este fado Há um sorriso pequeno no homem que eu sou Iniciámos o amor quando o amor nos chegou Não me esqueço... não te esqueças Que inocentes escondidos Escondemos o amor feito às pressas Não penses que te vejo como outrora A vida esgota a vida hora a hora O tempo gasta o tempo e marca a gente A espelho mostra como eu estou diferente Não estou novo... não sou novo Mas não peças que a vida te apague Do fundo de mim Há um sorriso pequeno nos olhos dos dois Há uma dúvida triste que existe e depois Fico à espera... estás à espera Mas a voz não se atreve E uma lágrima em mim desespera 


 retirado do grande blog fado do fado
 

Chuva

Gaivota

Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.

Tive um coração perdi-o

É tão bom ser pequenino

Renascer

Letra de João Dias
Musica de Pedro Rodrigues-Sextilhas

Só quem ama tem razão
mulher dá-me a tua mão
apressemos a partida.
Solta os cabelos ao vento,
e os dois à frente do tempo ,
vamos saudar esta vida.

Vamos beber rios e fontes
caminhar vales e montes
e sonhar ao mais profundo.
Há flores à nossa espera
e um canto da primavera
em cada canto do mundo


E na mais alta colina
à luz do sol luz divina
respirar nossa nudez
se em amor fomos nascidos
por milagre dos sentidos
nasceremos outra vez

Gaivota