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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Fado não sei o nome

As minhas penas e a Marcha de Alfama

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sopra o vento

Sopra o vento, sopra o vento,
Sopra alto o vento lá fora,
Mas também meu pensamento
Tem um vento que devora.

Há uma íntima intenção
Que tumultua o meu ser
E faz do meu coração
O que um vento quer varrer.

Não sei se há ramos deitados
Abaixo, no temporal,
Se pés do chão levantados
Num sopro onde tudo é igual.

Dos ramos que ali caíram
Sei só que há magoas e dores
Destinadas a não ser
Mais que um desfolhar de flores.

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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Povo que lavas no rio

Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.

Fui ter à mesa redonda
Bebi em malga que me esconde
O beijo de mão em mão.
Era o vinho que me deste
A água pura, puro agreste
Mas a tua vida não.

Aromas de luz e de lama
Dormi com eles na cama
Tive a mesma condição.
Povo, povo, eu te pertenço
Deste-me alturas de incenso,
Mas a tua vida não.

Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Noites perdidas

Grupo Desportivo da Mouraria - Homenagem a Fátima Fernandes 28/09/2008

Noites Perdidas

Ricardo Aires
Guitarra Portuguesa: Sérgio Costa
Viola: Carlos Fonsesa
Viola-Baixo: Pedro Soares
Letra: Sérgio Valentino

Boneca de porcelana

Américo Grova
Guitarra Portuguesa: Sérgio Costa
Viola: Carlos Fonsesa
Viola-Baixo: Luís Vieira
Letra: António Rocha / Casimiro Ramos

Lucinda Camareira

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Olhai a noite

Olhai a noite...
Vêde as sombras dessas ruas
Saudades que martirizam que matam
Olhai a noite...
Refúgio das almas nuas
Verdades que muitos nem sequer notam

Não passo bem a noite sem um fado
Não passo bem a noite sem beber
Não passo bem a noite abandonado
Não passo bem a noite sem te ver

Olhai a noite...
Dessas longas madrugadas
Fadistas á procura dum destino
Olhai a noite...
Ermo imenso desses nadas
Fatalistas vagueando em desatino

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Senhora da Nazaré

sábado, 26 de julho de 2008

Procuro e não te encontro

Procuro e não te encontro
não paro, nem volto atrás
Eu sei, dizem todos que é loucura
Eu andar à tua procura
Sabendo bem onde tu estás!
Procuro e não te encontro
Procuro nem sei o quê!
Só sei, que por vezes ficamos frente a frente
E ao ver-te ali finalmente
Procuro, mas não te encontro!

Preferes o outro e queres
Que eu nunca, vá ter contigo
Por isso, tenho um caminho marcado
E vou procurar-te ao passado
Para lembrar o amor antigo
Procuro e não te encontro,
Procuro, nem sei o quê
Só sei, que por vezes ficamos frente a frente
E ao ver-te ali finalmente
Procuro, mas... não te encontro!



terça-feira, 17 de junho de 2008

Por morrer uma andorinha

Se deixaste de ser minha
Não deixei de ser quem era
Por morrer uma andorinha
Não acaba a primavera

Como vês não estou mudado
E nem sequer descontente
Conservo o mesmo presente
E guardo o mesmo passado

Eu já estava habituado
A que não fosses sincera
Por isso eu não fico à espera
De uma emoção que eu não tinha
Se deixaste de ser minha
Não deixei de ser quem era

Vivo a vida como dantes
Não tenho menos nem mais
E os dias passam iguais
Aos dias que vão distantes

Horas, minutos, instantes
Seguem a ordem austera
Ninguem se agarre à quimera
Do que o destino encaminha
Pois por morrer uma andorinha
Não acaba a primavera



Fado para um amor ausente

Letra de Manuel Alegre
Música de António Portugal

Meu amor disse que eu tinha
Uns olhos como gaivotas
E uma boca onde começa
O mar de todas as rotas

Assim falou meu amor
Assim falou ele um dia
E desde então fico à espera
Que seja como dizia

Sei que ele um dia virá
Assim muito de repente
Como se o mar e o vento
Nascessem dentro da gente


Rosa da Madragoa

Fado Lisboeta

Letra de Amadeu do Vale
Musica de Carlos Dias

Não queiram mal a quem canta,

quando uma garganta se enche e desgarra

que a magoa já não é tanta

se a confessar à guitarra

quem canta sempre se ausenta

da hora cinzenta da sua amargura

Não sente a cruz tão pesada

na longa estrada da desventura



Eu só entendo o fado,

plangente amargurada à noite a soluçar baixinho

que chega ao coração num tom magoado

tão frio como as neves do caminho

que chore uma saudade ou cante ansiedade

de quem tem por amor chorado

dirão que isto é fatal, é natural

mas é lisboeta,

e isto é que é o fado.



Oiço guitarras vibrando e vozes cantando na rua sombria

as luzes vão se apagando a anunciar que é já dia

fecho em silêncio a janela, já se ouve na viela

rumores de ternura.

surge a manhã fresca e calma,

só em minha alma é noite escura



eu só entendo o fado

plangente amargurada à noite a soluçar baixinho,

que chega ao coração num tom magoado,

tão frio como as neves do caminho

que chore uma saudade ou cante a ansiedade

de quem tem por amor chorado

dirão que isto é fatal, é natural

mas é lisboeta,

e isto é que é o fado



quarta-feira, 14 de maio de 2008

A valsa dos amantes

Chuva

Gaivota

Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.

Tive um coração perdi-o

É tão bom ser pequenino

Renascer

Letra de João Dias
Musica de Pedro Rodrigues-Sextilhas

Só quem ama tem razão
mulher dá-me a tua mão
apressemos a partida.
Solta os cabelos ao vento,
e os dois à frente do tempo ,
vamos saudar esta vida.

Vamos beber rios e fontes
caminhar vales e montes
e sonhar ao mais profundo.
Há flores à nossa espera
e um canto da primavera
em cada canto do mundo


E na mais alta colina
à luz do sol luz divina
respirar nossa nudez
se em amor fomos nascidos
por milagre dos sentidos
nasceremos outra vez

Gaivota

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Rouxinol da caneira

Carlos Macedo - rouxinol da caneira

Lenda da fonte

João Pedro - Lenda da Fonte

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Mais um fado no fado

Mais um fado no fado - Camané & Fábia

Eu sei que esperas por mim
Como sempre, como dantes
Nos braços da madrugada
Eu sei que em nós não há fim,
Somos eternos amantes,
Que não amaram mais nada

Eu sei que me querem bem
Eu sei que há outros amores
Para bordar no meu peito
Mas eu não vejo ninguém
Porque não quero mais dores
Nem mais batom no meu leito

Nem beijos que não são teus
Nem perfumes duvidosos
Nem carícias perturbantes
E nem infernos nem céus
Nem sol nos dias chuvosos
Porque 'inda somos amantes

Mas Deus quer mais sofrimento
Quer mais rugas no meu rosto
E o meu corpo mais quebrado
Mais requintado tormento
Mais velhice, mais desgosto
E mais um fado no fado


Nos gestos nos sentidos

Ricardo Ribeiro - Nos Gestos, Nos Sentidos

Fado 5 estilos

Maria Teresa de Noronha

Fadista da aristocracia Portuguesa, que levou o fado do povo para os salões nobres

Jardim abandonado

Jardim Abandonado - João Fezas-Vital/Acácio Gomes(Fado acácio)

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Um dia será assim
deixarás este jardim
de encontro á noite fechada
procuraras outro mundo
mais distante mais profundo
e onde encontres madrugada.

E no longe que não sei
o tudo que em ti sonhei
será só recordação
e eu ficarei sozinho
percorrendo o meu caminho
no jardim da solidão

Nunca mais verei o dia
onde era tudo alegria
onde era só primavera
no jardim abandonado
vejo uma sombra a meu lado
a sonhar à tua espera

Esta voz

N
Ricardo Ribeiro / ** Esta Voz**/
Letra de José Luís Gordo
Musica de José Marques do Amaral Fado tradicional