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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ana Marques-Chaves da vida

Júlio de Sousa e música autoria de Moniz Pereira Eu tinha as chaves da vida e não abri as portas onde morava a felicidade eu tinha as chaves da vida e não vivi e a minha vida foi toda uma saudade Tanta ilusão que tinha e foi perdida, e tantas esperança no amor foi destroçada não sei porque me queixo desta vida, se não quero outra vida para nada Se foi para isto que nasci se foi só isto que hoje sou se foi só isto que mereci não vou não vou podem passar-me ao castigo olhos em fogo tudo acabou pode passar o amor mais lindo não vou ,não vou Eu tinha as chaves da vida e fui roubada mataram dentro de mim toda a poesia deixaram-me a tristeza que há no fado e a fonte dos meus olhos que eu não queria

ANTONIO JESUS - "Deixei de ser quem era"

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Eu sei que sou demais

Eu sei que sou demais na tua vida Eu sei que nem me vês tão apagada Apenas uma sombra indefinida O resto duma voz triste, cansada; Eu sei que sou demais na tua vida De tudo quanto fui, não sou mais nada Ai quem me dera prender o teu futuro E uni-lo ao meu, assim de tal maneira Como a era verde se prende ao velho muro E ali fica pela vida inteira Eu sei que sou demais na tua vida Eu sei que nada tens para me dar E sei que nesta luta estou vencida Por outro amor que tens no meu lugar; Mas sei amor, que tu na minha vida Ninguém, jamais ninguém, pode apagar

quinta-feira, 16 de março de 2017

Quem Me Quiser


Quem me quiser há-de saber as conchas as cantigas dos búzios e do mar. Quem me quiser há-de saber as ondas e a verde tentação de naufragar. Quem me quiser há-de saber a espuma em que sou turbilhão, subitamente Ou então não saber coisa nenhuma e embalar-me ao peito, simplesmente. Quem me quiser há-de saber a chuva que põe colares de pérolas nos ombros Há-de saber os beijos e as uvas há-de saber as asas e os pombos. Quem me quiser há-de saber a espuma em que sou turbilhão, subitamente Ou então não saber coisa nenhuma e embalar-me ao peito, simplesmente. Quem me quiser há-de saber as conchas as cantigas dos búzios e do mar. Quem me quiser há-de saber as ondas e a verde tentação de naufragar. Quem me quiser há-de saber as fontes, a laranjeira em flor, a cor do feno, A saudade lilás que há nos poentes, o cheiro de maçãs que há no inverno. Quem me quiser há-de saber a chuva que põe colares de pérolas nos ombros Há-de saber os beijos e as uvas há-de saber as asas e os pombos. Quem me quiser há-de saber a espuma em que sou turbilhão, subitamente Ou então não saber coisa nenhuma e embalar-me ao peito, simplesmente.



Deste me um beijo e vivi